Não deixe a hipertensão impactar seu futuro

30%

da população adulta é afetada pela hipertensão4

50%

dos hipertensos não sabem que têm a doença1

86%

dos pacientes não fazem o controle adequado3

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Coração

Conhecendo a hipertensão

O que é hipertensão?

A hipertensão é uma doença multifatorial, com influência hereditária, mas também do estilo de vida e hábitos de cada pessoa.1

A hipertensão crônica é caracterizada quando a pressão arterial se mantém acima de 140/90 mmHg.2

Por se tratar de uma condição frequentemente assintomática, costuma afetar órgãos como coração, cérebro e rins de forma silenciosa. Por isso, a pressão alta é um fator de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal crônica.1

Fatores de risco1

Genética

Pode influenciar os níveis da pressão arterial entre 30 e 50%.

Sobrepeso e obesidade

Excesso de peso e pressão alta caminham juntos.

Sedentarismo

Falta de atividade física pode causar aumento da pressão arterial.

Alimentação

A ingestão excessiva de sódio aumenta o risco de hipertensão.

Idade

Há mais risco de hipertensão em homens a partir dos 55 anos e em mulheres a partir dos 65 anos.

Como saber se tenho hipertensão?

É importante consultar um cardiologista. O diagnóstico é feito com pelo menos 2 aferições de pressão por consulta, em no mínimo 2 consultas.2

Hipertensão: pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg.1

Pré-Hipertensão*: pressão arterial entre 120-139/80-89 mmHg.1
*necessidade de acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.

Livre: pressão arterial abaixo de 120/80 mmHg.1

Tipos de hipertensão

Hipertensão crônica

É uma condição geralmente assintomática, marcada por pressão arterial elevada de forma contínua.2

Crise hipertensiva

Episódios agudos em que a pressão vai acima do recomendado. Geralmente, causa sintomas cardiovasculares.2

Pseudocrise hipertensiva

Elevação da pressão, mais frequentemente associada ao uso inadequado de anti-hipertensivos.2

Sintomas2

A hipertensão costuma ser silenciosa, mas há casos em que apresenta sintomas como os seguintes. Ao menor sinal de que algo não vai bem, procure um médico.

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Sinais
neurológicos focais

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Dor
torácica

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Alterações
visuais

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Congestão (edema agudo de pulmão)

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Insuficiência
renal

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Insuficiência
hepática

Personas

Controle sua hipertensão1,2

Confira dicas sobre o que fazer para controlar a pressão alta de forma eficaz.

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Cessar o tabagismo

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Consumir menos sal

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Controlar o estresse

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Seguir o tratamento

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Fazer exercício físico frequente

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Evitar bebida alcoólica

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Manter o peso corporal ideal

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Visitar médico regularmente

Podcast

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Hipertensão e obesidade: Qual é a relação?

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que atinge muitos brasileiros. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), 30% da população adulta no Brasil possui pressão arterial elevada.1

A obesidade também atinge uma grande porcentagem de brasileiros: a pesquisa Vigitel do Ministério da Saúde apontou que 1 a cada 5 brasileiros são obesos.² O que será que esses dados têm em comum?

Qual a relação entre a obesidade e a hipertensão arterial?

Tanto a obesidade quanto a hipertensão possuem diversas causas e podem estar relacionadas uma à outra, isso porque ambas costumam possuir fatores de risco em comum, como o sedentarismo e alimentação pouco saudável.¹

O excesso de massa corporal pode ser responsável por até 78% dos casos de pressão alta. A obesidade também pode causar modificações hormonais, como o aumento da insulina e uma maior retenção de sódio, fatores que prejudicam os níveis de pressão arterial do corpo.³

A obesidade abdominal é a que está mais associada à elevação da pressão arterial e um excesso de 20% do peso normal pode aumentar a incidência de hipertensão em até 8 vezes.⁴

Como prevenir a obesidade e a hipertensão?

1) Faça check-ups frequentemente
O recomendado é que a pressão seja verificada em todos os atendimentos médicos. Pessoas saudáveis deve tem a pressão medica pelo menos uma vez ao ano. Já indivíduos com algum fator de risco podem precisar de avaliações mais frequentes, conforme estabelecido pelo médico. Não deixe de fazer seus exames na frequência indicada, pois é somente através deles que seu médico poderá dar as orientações corretas para sua saúde.¹

2) Cuida da sua alimentação com acompanhamento
Uma das principais indicações para a obesidade e a hipertensão é uma alimentação saudável e equilibrada, evitando o consumo excessivo de sódio e priorizando alimentos naturais, como frutas e verduras.¹

Porém, é importante que essa alimentação seja indicada por um profissional especializado. Dietas restritivas podem prejudicar sua saúde e causar o “efeito sanfona”, que é a perda e ganho de peso rapidamente. Esse efeito pode deixar o metabolismo mais lento e favorecer o acúmulo da gordura corporal. Por isso, é importante fazer um acompanhamento adequado.⁵

3) Faça exercícios físicos
Outra indicação importante para a prevenção é a prática frequente de exercícios físicos, que também deve ser prescrita e acompanhada por profissionais de educação física, para evitar riscos à saúde.¹

4) Adote práticas mais saudáveis no seu dia a dia
Controlar o estresse e evitar o consumo de álcool e cigarros também faz parte do tratamento de obesidade e hipertensão. Portanto, procure adotar hábitos mais saudáveis no seu dia a dia.¹


Fontes:

1. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516-658. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil, 2016: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília;2016. 3. Shariq OA, McKenzie TJ. Obesity-related hypertension: a review of pathophysiology, management, and the role of metabolic surgery. Gland Surg. 2020;9(1):80-93. doi:10.21037/gs.2019.12.03. 4. Suplicy, HL. Obesidade visceral, resistência à insulina e hipertensão arterial. Rev Bras Hipertens 2000;2:136-41. 5. Faria AL, et al. Impactos e consequências das dietas da moda e da suplementação no comportamento alimentar. Research, Society and Development, v. 10, n. 10, e441101019089, 2021.

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Como prevenir o estresse e a hipertensão

Você sabia que, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos já subiram 13%?¹ O estresse é considerado um fator de risco para doenças cardiovasculares, inclusive para o infarto do miocárdio.²

O que é estresse e qual é a relação com a hipertensão?

Quando falamos de estresse, é normal pensarmos em situações de nervosismo e explosões de raiva, mas nem sempre ele se manifesta dessa maneira. O estresse é uma resposta do nosso corpo a situações que fogem do que foi previsto. É uma reação natural que nos prepara para uma possível situação de luta ou de fuga.³

Nesses momentos, o corpo libera quantidades maiores de hormônios como adrenalina e cortisol que, se permanecerem no corpo por muito tempo, prolongam o estado de estresse, causando intenso cansaço físico e mental.³

Quando esses estímulos estressores não cessam, o corpo começa a manifestar outros tipos de reações como fadiga física e emocional, queda no sistema imunológico, disfunções no intestino, alterações na libido, no sono e no apetite, dificuldade de concentração e problemas no coração, como desequilíbrio de colesterol e aumento na pressão arterial. Ou seja, o estresse pode estar altamente ligado aos níveis de pressão arterial.³

Como prevenir o estresse?

Existem algumas medidas que você pode tomar na hora do estresse e no seu dia a dia para prevenir que ele aconteça e que se prolongue no seu organismo.

1) Exercícios de respiração
Quando sentir um momento de estresse, procure intervir na mesma hora, através de uma respiração profunda ou outra técnica de relaxamento que funcione para você. Se possível, tire uma pausa para digerir a situação antes de tomar alguma atitude.⁴

2) Cuidados com a saúde emocional
O estresse muitas vezes é causado pela preocupação excessiva, nervosismo e irritação causados por diversos problemas do dia a dia.
Por isso, é importante que você cuide da sua saúde mental. Uma opção é a psicoterapia, que aumenta os níveis de autocontrole e inteligência emocional.⁵

3) Aproveite os momentos de lazer
Separar um tempo na sua rotina para fazer atividades que te dão prazer é essencial para o bem-estar físico e mental. Sempre que possível, passe momentos agradáveis com quem você ama, leia um livro, passeie no parque, assista a um filme… Tire um tempo para você.⁵

4) Adote hábitos mais saudáveis
Algumas atitudes simples podem ajudar na redução do estresse, como:⁴

  • Atividade física regular;
  • Alimentação saudável;
  • Ter uma rotina para dormir e acordar, com horas suficientes de sono durante a noite;
  • Evitar excesso de cafeína, presente no café e alguns refrigerantes;
  • Identificar pensamentos negativos e evitá-los;
  • Ter uma rede de apoio de familiares e amigos, que possam ajudar de maneira positiva.


Gostou das dicas? Comente aqui o que você faz para prevenir o estresse e não se esqueça de compartilhar nas suas redes sociais.




Fontes:

1. MS/SVS/CGIAE – Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM. 2. Rosengren A, Hawken S, Ounpuu S, et al. Association of psychosocial risk factors with risk of acute myocardial infarction in 11119 cases and 13648 controls from 52 countries (the INTERHEART study): case-control study. Lancet. 2004;364(9438):953-962. 3. American Psychologial Association. Stress effects on the body. November 1, 2018. Disponível em: https://www.apa.org/topics/stress/body 4. Neves Neto, AR. Técnicas de respiração para a redução do estresse em terapia cognitivo-comportamental. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo 2011;56(3):158-68. 5. National Institute of Mental Health. I’m So Stressed Out! Fact Sheet. NIH Publication No. 20-MH-8125. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/publications/so-stressed-out-fact-sheet

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Hipertensão arterial: sintomas e como tratar

É possível que você conheça pelo menos uma pessoa com hipertensão. Isso porque a doença atinge cerca de 33% da população brasileira adulta, mas em alguns casos, as pessoas nem sabem que sofrem da doença.¹

A hipertensão, ou pressão alta, como é popularmente conhecida, é uma doença silenciosa. Os pacientes frequentemente não apresentam sintomas, e é aí que mora o perigo.¹

A hipertensão é caracterizada pelo aumento da pressão arterial. Ao ser bombeado pelo coração para o restante do corpo, o sangue exerce pressão na parede interna das artérias (vasos sanguíneos). Nos pacientes hipertensos, essa pressão é maior que o normal, e pode ser causada por diversos fatores como, por exemplo, alguma alteração nas artérias.²

A pressão é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) sendo representada por dois números, como por exemplo, 120 por 80 (ou 12 por 8, forma comum de falar). O primeiro número representa a pressão sistólica, que acontece quando o coração se contrai e o segundo número representa a pressão diastólica, quando o coração está relaxado.³

Como saber se eu tenho hipertensão?

Há dois tipos de hipertensão. A hipertensão primária envolve diversos fatores, sendo a causa genética bastante relevante. A hipertensão secundária pode ser causada por doença renal, problemas cardíacos, alterações na tireoide, doenças hormonais, entre outras condições.¹

Por se tratar de um mal silencioso, a hipertensão não costuma apresentar sintomas. Alguns pacientes podem apresentar sintomas durante as chamadas emergências hipertensivas, quando há elevação muito grande da pressão arterial.¹

Alguns desses sintomas podem ser¹:

  • Dores no peito;
  • Dores de cabeça;
  • Tonturas;
  • Falta de ar;
  • Visão embaçada.

É importante que o paciente preste atenção aos detalhes e procure ajuda médica para ter certeza se o quadro se refere de fato à pressão alta.

Recomenda-se que pessoas saudáveis e sem histórico de doenças cardíacas tenham a pressão arterial medida pelo menos uma vez ao ano. Caso tenham histórico de problemas cardíacos na família, as aferições de pressão devem ser mais frequentes, conforme avaliação do médico.¹

Qual é o tratamento adequado para hipertensão?

A hipertensão é uma doença crônica para a qual não existe cura, mas existe tratamento. Como cada caso é um caso, o tratamento varia de paciente para paciente, por isso é importante fazer acompanhamento com um cardiologista para checar se é necessário iniciar um tratamento medicamentoso ou não.¹

De qualquer forma, o tratamento para a pressão também depende da mudança de estilo de vida do paciente. Algumas dessas mudanças são:¹

  • Manter uma alimentação balanceada, evitando alimentos processados, gordurosos e excesso de sal;
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Não fumar, pois o cigarro pode dificultar ainda mais a circulação do sangue nas artérias;
  • Diminuir o consumo de álcool;
  • Controlar o estresse, já que ele também pode aumentar a pressão arterial.
  • É importante monitorar a pressão e realizar exames regularmente para controlar a doença e identificar se houve algum tipo de alteração.¹

Seguir o tratamento adequadamente e não interrompê-lo por conta própria também é importante para que a doença seja controlada.¹

Gostou desse conteúdo? Então continue acompanhando nosso blog para saber mais informações sobre saúde.

Fontes:

1. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516-658. 2. P Foëx, DPhil FRCA FMedSci, JW Sear, PhD FRCA, Hypertension: pathophysiology and treatment, Continuing Education in Anaesthesia Critical Care & Pain, Volume 4, Issue 3, June 2004, Pages 71–75. 3. InformedHealth.org [Internet]. Cologne, Germany: Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG); 2006-. What is blood pressure and how is it measured? 2010 Jun 24 [Updated 2019 May 23]. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279251/

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Exercício físico e o controle da hipertensão

A hipertensão muitas vezes só apresenta sintomas quando há um aumento súbito da pressão arterial. A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) estima que a pressão arterial elevada já atinge 30% da população adulta no Brasil e mais de 50% das pessoas idosas.¹

Apesar de ser muito comum, ela pode ser controlada e até mesmo evitada através de um estilo de vida mais saudável, envolvendo uma alimentação natural e balanceada, com baixo teor de sal, e a prática frequente de exercícios físicos.¹

As atividades físicas ajudam a diminuir o percentual de gordura no corpo, estabilizar os níveis de colesterol e glicemia e melhorar a condição cardiovascular do praticante.¹

Hipertensos podem praticar atividades físicas normalmente?

Pessoas que mantêm hábitos mais saudáveis e praticam exercícios possuem maior probabilidade de manter o controle da pressão arterial, mas é necessário tomar alguns cuidados, especialmente se você já for hipertenso.

1) Procure um profissional
É importante, antes de iniciar sua rotina de exercício, procurar orientação médica e fazer uma avaliação clínica para descobrir quais exercícios são adequados para você e suas condições de saúde. Depois disso, se possível, procure um educador físico para te orientar e acompanhar os exercícios.¹

2) Atenção para a intensidade
É recomendado que hipertensos realizem pelo menos 150 minutos por semana de atividade em intensidade moderada ou 75 minutos por semana em intensidade alta, se não houver contraindicações. Além disso, não esquecer de realizar alongamentos, pelo menos duas vezes por semana.²

3) Prefira exercitar-se à noite
Um estudo realizado pela EEFE-USP (Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo), que avaliou os efeitos de 10 semanas de treinamento em diferentes horários entre hipertensos medicados apontou que durante a noite há uma janela de oportunidade para reduções mais significativas na pressão arterial. Isso acontece porque os mecanismos que a reduzem estão mais ativos nesse horário, como preparação do corpo para o repouso.³

4) Prepare-se corretamente antes do exercício
Sempre que for se exercitar, use uma roupa confortável, tênis adequados para a atividade, que diminuem o impacto com o chão, e não deixe de tomar água antes, durante e depois do exercício, especialmente em dias quentes. Se estiver indisposto ou sentindo dores de cabeça, evite se exercitar.

Quais são os exercícios mais indicados?

Os exercícios aeróbicos são indicados para melhora cardiovascular, elevação do colesterol bom e melhora nos níveis de glicose. Alguns exemplos são caminhada, corrida, natação, alongamentos, bicicletas, yoga e hidroginástica, que são indicados para reduzir a pressão sanguínea.²

Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard, nos EUA, praticar cerca de duas horas e meia de exercícios toda semana diminui 14% o risco de doenças no coração. Para observar melhoras na sua saúde, é importante manter a regularidade nas práticas de exercícios físicos.⁴

Gostou das dicas? Não esqueça de colocá-las em prática e compartilhar esse post em suas redes sociais.

Fontes:
1. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516-658. 2. Barone Gibbs B, Hivert MF, Jerome GJ, et al. Physical Activity as a Critical Component of First-Line Treatment for Elevated Blood Pressure or Cholesterol: Who, What, and How?: A Scientific Statement From the American Heart Association. Hypertension. 2021;78(2):e26-e37. 3. Brito, LC. Influência da fase do dia nas adaptações cardiovasculares e no sono promovidas pelo treinamento aeróbico em hipertensos. Tese (Doutorado) Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. 4. Sattelmair J, Pertman J, Ding EL, Kohl HW 3rd, Haskell W, Lee IM. Dose response between physical activity and risk of coronary heart disease: a meta-analysis. Circulation. 2011;124(7):789-795.

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Alimentação saudável e prevenção

Você sabia que os casos de hipertensão estão crescendo no Brasil? Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 38,1 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais sofrem de hipertensão.¹

Muitas vezes, a hipertensão é assintomática e alguns hábitos diários podem ser fatores de risco para o seu desenvolvimento, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar, estresse e hábitos alimentares não adequados.²

Uma rotina saudável é um dos principais fatores para prevenir a hipertensão. A prática de exercícios físicos e alimentação balanceada podem causar muitos efeitos positivos no seu coração.²

Qual é a relação entre hipertensão e alimentação saudável?

Um plano alimentar saudável é um fator de extrema importância na prevenção e tratamento da hipertensão arterial. Os nutrientes presentes em certos alimentos contribuem não só para a saúde do coração, mas para o organismo como um todo.²

É importante consultar um médico e um nutricionista para saber quais são as quantidades ideais para você, mas procure dar preferência ao consumo de frutas, hortaliças, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura.²

Ficar de olho no sal também é muito importante nos cuidados com o coração. Evite o consumo de produtos ultraprocessados, temperos industrializados e excesso de sal na comida. Quando preparar os alimentos, utilize sal em pequenas quantidades, pois o consumo excessivo de sódio pode contribuir para o aumento da pressão arterial.

Dicas de alimentação para controlar e prevenir a hipertensão



1) Evite alimentos industrializados
Comidas industrializadas e processadas costumam conter grandes quantidades de sódio, o que não é indicado para a saúde do coração.² Portanto, sempre que possível, evite consumir alimentos como carnes processadas (presunto, mortadela e bacon, por exemplo), defumados, queijos gordurosos, temperos prontos, sopas preparadas, vegetais enlatados, biscoitos e frituras.²

2) Faça seus temperos caseiros
Temperos caseiros são melhores para a saúde e ainda mais saborosos. O alho, por exemplo, possui propriedades que podem ser benéficas para a redução da pressão e proteção cardiovascular.³

Outras opções gostosas e naturais são o orégano, o manjericão, o alecrim, o tomilho… O importante é priorizar temperos naturais.

3) Reduza a cafeína
O café e bebidas energéticas com cafeína podem levar a aumento da pressão arterial. Por isso, recomenda-se o consumo de quantidades baixas a moderadas.²

4) Priorize alimentos ricos em potássio, cálcio e magnésio
Esses três nutrientes auxiliam na prevenção da pressão arterial: o potássio consegue suprimir a hipertensão causada pelo consumo excessivo de sódio, já o cálcio e o magnésio podem favorecer a redução da pressão.⁴ Esses são alguns dos alimentos indicados:

  • Ricos em potássio: damasco, lentilha, ameixa, uva-passa, batata, feijão, suco de laranja, banana, espinafre, frango, iogurte, salmão.²
  • Ricos em cálcio: iogurte, queijos, sardinhas, leite, tofu, salmão, soja, espinafre, feijão, brócolis.⁴
  • Ricos em magnésio: chia, amêndoas, espinafre, castanha de caju, amendoim, feijão preto, batata, arroz integral, iogurte, banana.⁵
  • Se você gostou das dicas, não se esqueça de compartilhar esse post e continue de olho no nosso blog para saber mais sobre hipertensão e outras dicas de saúde.




Fontes:

1. Julião, N. A., Souza, A. de, & Guimarães, R. R. de M. (2021). Tendências na prevalência de hipertensão arterial sistêmica e na utilização de serviços de saúde no Brasil ao longo de uma década (2008-2019). In Ciência & Saúde Coletiva (Vol. 26, Issue 9, pp. 4007–4019). 2. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516-658. 3. National Institutes of Health – Office of Dietary Supplements. Potassium – Fact Sheet for Health Professionals. Updated March 26, 2021. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Potassium-HealthProfessional/ 4. National Institutes of Health – Office of Dietary Supplements. Calcium – Fact Sheet for Health Professionals. Updated November 17, 2021. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Calcium-HealthProfessional/ 5. National Institutes of Health – Office of Dietary Supplements. Magnesium – Fact Sheet for Health Professionals. Updated March 1, 2022. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/magnesium-HealthProfessional/

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Hipertensão Arterial: uma doença crônica que precisa de atenção

A hipertensão arterial é uma doença crônica, não transmissível (DCNT),1 conhecida popularmente como "pressão alta". É uma doença de condição multifatorial caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial. 1 Mas afinal, o que causa a hipertensão e quais os principais tipos dessa doença? Vamos entender mais sobre o tema e a importância do controle adequado.

O que é Hipertensão?

Definida por níveis elevados de pressão arterial, a hipertensão arterial – geralmente abreviada como HA, ocorre quando a pressão arterial sistólica (PAS) é igual ou superior a 140 mmHg, ou quando a pressão arterial diastólica (PAD) atinge ou supera 90 mmHg. Esses valores precisam ser registrados em pelo menos duas medições diferentes e sem o uso de medicamentos anti-hipertensivos para ser caracterizada como hipertensão de fato.1

Tipos de Hipertensão

Existem dois tipos principais de hipertensão:

Hipertensão Primária (ou essencial): esse é o tipo mais comum e não tem uma causa definida.1 No entanto, fatores como genética, envelhecimento, sedentarismo, obesidade e alimentação rica em sódio podem aumentar o risco de desenvolvimento.1

Hipertensão Secundária: menos comum, afetando entre 10% e 20% da população, esse tipo de hipertensão tem causas específicas, como doenças renais, problemas hormonais ou uso de determinados medicamentos.1

Fatores de risco para a hipertensão primária

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão primária.1 Vamos conhecer os principais.

  • Genética: a hereditariedade pode ser a causa da hipertensão primária. A taxa de herdabilidade é de até 50%.1Então se meu pai ou mãe tiverem hipertensão, eu também vou ter?” Há grandes chances, por isso, é essencial consultar um médico para entender sua predisposição ao desenvolvimento da condição./li>
  • Idade: devido ao enrijecimento progressivo e perda de flexibilidade das grandes artérias ao longo dos anos, cerca de 65% das pessoas acima dos 60 anos desenvolvem HA.¹
  • Sobrepeso e obesidade: o excesso de peso está diretamente relacionado ao aumento da pressão arterial. Por isso, a diminuição do peso pode contribuir para melhor controle da PA. Acompanhar o Índice de Massa Corporal (IMC) pode auxiliar à prevenção da hipertensão primária.1
  • Alimentação rica em sódio e potássio: sódio e potássio também são um fator de risco para a pressão alta, quando a ingestão média é superior a 2 g de sódio, o equivalente a 5 g de sal de cozinha.1
  • Sedentarismo: a falta de atividade física regular é um dos principais fatores de risco, tanto para o desenvolvimento da hipertensão quanto para doenças cardiovasculares em geral. Estima-se que o sedentarismo causa cerca de 3,2 milhões de mortes a cada ano.1
  • Tabagismo e álcool: além de causarem a elevação temporária da pressão arterial, o cigarro e o consumo excessivo de álcool são fatores que aumentam o risco cardiovascular e os danos ao organismo.1


Fatores de risco para a hipertensão secundária

Diferente da hipertensão primária, os principais fatores de risco para a HA secundária estão relacionados a doenças de fatores endócrinos, não endócrinos e hormonais, além de uso do uso de medicamentos e outras substâncias.¹

  • Causas não endócrinas: doença renal crônica, Estenose da artéria renal, Apneia obstrutiva do sono, Coarctação da aorta.¹
  • Causas endócrinas: Hiperaldosteronismo primário, Feocromocitoma e paragangliomas, Hiper e hipotireoidismo, Hiperparatireoidismo, Síndrome de Cushin, Obesidade, Acromegalia.¹
  • Hormônios exógenos, medicamentos, drogas ou substâncias exógenas: Corticosteroides, Anticoncepcionais hormonais orais, Eritropoetina recombinante humana, Imunossupressores, Anti-inflamatórios não esteroides, Simpatomiméticos.¹

A Importância do controle da hipertensão

A boa notícia é que, além dos medicamentos, mudanças no estilo de vida podem prevenir ou retardar o aparecimento de pressão alta, além de reduzirem o risco cardiovascular²

Entre as principais recomendações para o controle da hipertensão, estão:²

  • dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e com baixa ingestão de sódio;
  • exercícios físicos regulares, pelo menos 30 minutos por dia;
  • moderação no consumo de álcool e abandono do tabagismo;
  • redução do estresse, utilizando técnicas de relaxamento e atenção plena.


A hipertensão é uma doença crônica que merece atenção. Quando não controlada, pode levar a complicações sérias. Conhecer as diferentes facetas da doença, causas e fatores de risco são os primeiros passos para a conscientização e controle dessa condição.¹

Se você suspeita que pode ter pressão alta, não deixe de procurar um médico para fazer uma avaliação. A prevenção e o controle da hipertensão são essenciais para uma vida longa e saudável.

Fontes:

1. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, Machado CA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol. 2021;116(3):516-658. 2. Unger, Thomas et al. “2020 International Society of Hypertension Global Hypertension Practice Guidelines.” Hypertension (Dallas, Tex. : 1979) vol. 75,6 (2020): 1334-1357.

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5 hábitos que ajudam no controle da pressão alta

A hipertensão arterial (HA), também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica, caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial (igual ou acima de 140 mmHg por 90 mmHg).1 Apesar de ser uma condição geralmente silenciosa, quando não controlada, a hipertensão pode aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).1

Por isso, a orientação médica deve ser a primeira aliada em caso de suspeita de hipertensão. O acompanhamento médico regular é fundamental para tratamento eficaz da hipertensão, já que cada caso pode exigir abordagens e mudanças diferentes no estilo de vida.4

Junto ao suporte médico, alguns hábitos podem complementar a jornada de controle da pressão alta. Mas lembre-se: antes de adotar qualquer nova rotina, é crucial buscar auxílio profissional, garantindo que todas as mudanças estejam alinhadas ao seu quadro de saúde. 

5 hábitos que podem ajudar a controlar a pressão arterial

1) Pratique atividade física regularmente

O exercício físico é uma das formas mais eficazes de combater a hipertensão.4 Além de ajudar a manter os valores adequados da pressão arterial, praticar atividades físicas regularmente pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, além de diminuir os níveis de estresse, ansiedade e depressão.4

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é recomendado cerca de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada, por semana, para adultos. Alguns exercícios, como caminhar, correr, nadar ou pedalar são os mais recomendados para controlar a pressão alta.1,4 

Antes de iniciar um novo esporte, consulte seu médico para identificar os mais indicados para você. 

2) Mantenha uma alimentação saudável e balanceada

A alimentação é um fator-chave no controle da pressão arterial. Tudo começa com a redução da ingestão de sal, limitando-se a até 5 gramas por dia. Ter uma dieta equilibrada, com baixa ingestão de gordura e rica em frutas, verduras, legumes e proteínas pode melhorar ou até mesmo controlar a pressão alta.3

Alimentos ultraprocessados, como bacon e algumas carnes, além de temperos prontos, contêm grandes quantidades de sódio e gordura, o que pode dificultar o controle da pressão. Por isso, o ideal é reduzir o consumo desses alimentos, optando por temperos naturais e hortaliças.3 

Além de manter a pressão dentro dos níveis recomendados, uma alimentação balanceada pode reduzir o risco do agravamento de outras comorbidades cardiovasculares em pessoas hipertensas, como dislipidemia, diabetes e obesidade.5

3) Controle seu peso corporal

Manter um peso adequado é um passo importante para o controle da pressão arterial. Isso porque, o excesso de peso está diretamente relacionado ao aumento da pressão arterial, pois exige que o coração trabalhe mais para bombear o sangue para o corpo.1 Por isso, em pessoas com sobrepeso, uma diminuição no peso, mesmo que de maneira modesta, pode reduzir significativamente a pressão arterial e melhorar a qualidade de vida. 

Especialmente para pessoas com potencial de desenvolver a hipertensão, a combinação de acompanhamento médico, alimentação saudável e prática de atividades físicas é essencial para manter o peso dentro da faixa ideal e reduzir os níveis da pressão arterial.1

4) Reduza a ingestão de álcool e tabaco

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo são dois hábitos que podem aumentar significativamente a pressão arterial e, por consequência, os riscos de doenças cardiovasculares.1

Estima-se que o consumo inadequado de álcool seja responsável por cerca de 10% a 30% dos casos de hipertensão e por 6% da mortalidade (por diferentes causas) em todo o mundo.1 Assim, a redução no consumo ou eliminação do álcool pode trazer diferentes benefícios para a saúde.

Já o tabagismo é ainda mais prejudicial para a saúde cardiovascular. O consumo de tabaco tem relação com o aumento da pressão arterial, em média, de 5 a 10 mmHg. Além disso, promove a aceleração dos processos trombóticos, aumentando o risco para aterosclerose e infarto.1

5) Faça consultas e exames regularmente

Mesmo com a adoção de um estilo de vida mais saudável, o acompanhamento médico é indispensável nos cuidados.1 Somente um profissional de saúde pode fornecer uma visão precisa da saúde e determinar se há necessidade de tratamento medicamentoso, mudanças na rotina e na alimentação.1

As consultas periódicas permitem que o médico avalie não apenas a pressão arterial, mas também outros fatores de risco que podem influenciar o quadro, como sobrepeso, diabetes e saúde geral do coração.1

A hipertensão é uma condição que pode ser silenciosa.1 Por isso, para manter os níveis controlados, é preciso um compromisso contínuo com hábitos saudáveis e consultas médicas regulares.3 Fique atento à sua pressão arterial e monitore-a regularmente. Se você perceber qualquer sintoma, busque orientação de um médico.

Fontes:

1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Disponível em: <https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x71817.pdf>. Acesso em: 06 fev. 2024.  2. Challa HJ, Ameer MA, Uppaluri KR. DASH Diet To Stop Hypertension. [Updated 2023 Jan 23]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482514/ 3. Appel LJ, Moore TJ, Obarzanek E, et al. A clinical trial of the effects of dietary patterns on blood pressure. DASH Collaborative Research Group. N Engl J Med. 1997;336(16):1117-1124. doi:10.1056/NEJM199704173361601  4. Bull FC, Al-Ansari SS, Biddle S, et al. World Health Organization 2020 guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Br J Sports Med. 2020;54(24):1451-1462. doi:10.1136/bjsports-2020-102955 5. LeBlanc-Morales N. Culinary Medicine: Patient Education for Therapeutic Lifestyle Changes. Crit Care Nurs Clin North Am. 2019;31(1):109-123. doi:10.1016/j.cnc.2018.11.009

FAQ

  • Hipertensão tem cura?
  • A hipertensão arterial não tem cura. No entanto, é possível controlá-la com mudanças no estilo de vida e, se necessário, com medicação. Algumas pessoas conseguem reduzir a pressão arterial a níveis normais com dieta balanceada, exercícios físicos, perda de peso e redução do consumo de álcool e tabaco. Em outros casos, pode ser necessário o uso contínuo de medicamentos para manter a pressão sob controle.1,4

  • Atividade física pode reduzir a pressão alta?
  • O exercício físico é uma das formas mais eficazes de combater a hipertensão. Além de ajudar a manter os níveis adequados da pressão arterial, praticar atividades físicas regularmente pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, além de diminuir os níveis de estresse, ansiedade e depressão.4

  • Qual é a alimentação mais adequada para pessoas hipertensas?
  • A alimentação é um fator chave no controle da pressão arterial. Uma dieta equilibrada, com baixa ingestão de sal e rica em frutas, verduras, legumes e proteínas pode melhorar ou até mesmo resolver a pressão alta.3

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Hipertensão e diabetes: qual a relação?

O diabetes e a hipertensão têm uma relação bidirecional: pessoas com diabetes têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão,1 enquanto a hipertensão pode agravar os efeitos do diabetes, aumentando o risco de complicações cardiovasculares.1,2

Mas por que isso acontece? Para compreender melhor, vamos explorar a relação entre diabetes e hipertensão e o porquê essas condições podem levar a desfechos importantes para a saúde.

Entendendo melhor sobre o diabetes e hipertensão

Diabetes

O diabetes é uma condição que se apresenta em tipos distintos, como o tipo 1, tipo 2 e tipos específicos causados por outros fatores, como doenças do pâncreas ou o uso de medicamentos. Sua principal consequência é a hiperglicemia.3

A hiperglicemia é caracterizada por níveis constantemente altos de glicose no sangue, sendo uma das principais causas de danos aos vasos sanguíneos, resultando em microlesões e inflamação.4

Isso acontece devido à falha de um importante hormônio do metabolismo dos açúcares, a insulina, que permite que a glicose presente no sangue penetre nas células, fornecendo-lhes nutrição e energia. Quando esse processo não ocorre, a glicose se acumula no sangue.3,4

Esse acúmulo contínuo de glicose no organismo gera inflamação, o que, com o tempo, causa um desgaste progressivo nos vasos sanguíneos, prejudicando a circulação e podendo levar a complicações graves, como doença arterial periférica, retinopatia, nefropatia e neuropatia.4,5

Tipos de diabetes

O diabetes é classificado em duas categorias principais: tipo 1 e tipo 2.3

  • Diabetes Tipo 1: ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, que produzem insulina. Sem essa produção, são necessárias injeções diárias do hormônio para regular os níveis de glicose no sangue.3,4
  • Diabetes Tipo 2: é o tipo mais comum e ocorre quando o corpo não usa a insulina de maneira eficiente ou não produz insulina suficiente, frequentemente associado a fatores de estilo de vida, resultando na resistência à insulina.3,4

A resistência à insulina ocorre quando as células do corpo não respondem bem a esse hormônio, mesmo quando ele está presente. Como resultado, a glicose não penetra nas células, levando à hiperglicemia e às suas consequências.3,4

Hipertensão

A hipertensão, ou pressão alta, é caracterizada por níveis persistentemente altos de pressão arterial. Ela é diagnosticada quando a pressão aferida é igual ou superior a 140/90 mmHg, em pelo menos duas medições diferentes, sem o uso de anti-hipertensivo.5

Uma das consequências principais e imediatas da pressão alta é o comprometimento da estrutura dos vasos sanguíneos. Esse dano leva à inflamação e à disfunção endotelial, uma alteração que afeta camada interna dos vasos.5

Como resultado, os vasos se tornam mais rígidos e mais permeáveis, prejudicando a circulação e aumentando o risco para doenças cardiovasculares, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal crônica.5

Qual a relação entre hipertensão e diabetes?

Ambas as condições podem prejudicar as paredes dos vasos sanguíneos: a hiperglicemia, causada pelo diabetes, leva à inflamação e desgaste dos vasos,4 enquanto a hipertensão exerce pressão excessiva sobre eles, tornando-os mais rígidos e propensos a rupturas.5

Sendo assim, como ambas as condições têm efeitos sobre os vasos sanguíneos, a pressão alta se torna um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, especialmente em pessoas com predisposição genética ou outros fatores de risco.3 Por isso, tanto o diabetes tipo 1 quanto o tipo 2 podem aumentar o risco de desenvolver hipertensão, mesmo em pessoas que inicialmente não têm pressão alta.4,5

Além disso, pacientes com diabetes tipo 1 de longa duração (>20 anos) são classificados como de risco cardiovascular muito alto, o que reforça a associação entre essa condição e a hipertensão como um fator relevante no comprometimento da saúde cardiovascular.4

Medidas para melhorar a qualidade de vida

A hipertensão e o diabetes têm fatores de risco em comum, como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e predisposição genética. Por isso, esses fatores podem explicar o porquê de elas frequentemente coexistirem, mesmo que uma doença não seja causa direta da outra.3,5

Como as duas condições clínicas podem aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e agravar alguns quadros,3,5 para prevenir e controlar essas condições é essencial adotar um estilo de vida saudável.3 Abaixo, listamos algumas recomendações importantes.

  • Manter uma alimentação balanceada: consumir alimentos ricos em nutrientes e com baixo teor de gordura, além de reduzir a ingestão de sal.5
  • Praticar atividade física regularmente: exercícios ajudam a manter o condicionamento físico e a diminuir a resistência à insulina.3,5
  • Monitorar a saúde: gerenciar o estresse3 e realizar exames regulares para monitorar os níveis de glicose e pressão arterial.4
  • Evitar tabaco e álcool: limitar ou evitar o consumo de tabaco e álcool para melhorar a saúde geral.3,4

Se você suspeita que pode ter hipertensão ou diabetes, procure seu médico. Com uma abordagem ativa e contínua, é possível reduzir os riscos dessas condições e melhorar a qualidade de vida.4,5

Fontes:

1. WILLIAMS, B.; MANCIA, G.; SPIERING, W.; et al. 2018 ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension: The Task Force for the management of arterial hypertension of the European Society of Cardiology and the European Society of Hypertension. European Heart Journal, v. 39, n. 33, p. 3021-3104, 2018. 2.WHEATON, P. K.; CAREY, R. M.; ARONOW, W. S.; et al. 2017 ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNA Guideline for the management of high blood pressure in adults: A report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. Journal of the American College of Cardiology, v. 71, n. 19, p. e127-e248, 2018.  3.ElSayed, Nuha A et al. “2. Classification and Diagnosis of Diabetes: Standards of Care in Diabetes-2023.” Diabetes care vol. 46,Suppl 1 (2023): S19-S40. doi:10.2337/dc23-S002  4. Cosentino, Francesco et al. “2019 ESC Guidelines on diabetes, pre-diabetes, and cardiovascular diseases developed in collaboration with the EASD.” European heart journal vol. 41,2 (2020): 255-323. doi:10.1093/eurheartj/ehz486  5 SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/pdf/Diretriz-HAS-2020.pdf. Acesso em: 19 dez. 2024

FAQ

1. Qual é a relação entre hipertensão e diabetes? 

Pessoas com diabetes têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão, e a hipertensão pode agravar os efeitos do diabetes, aumentando o risco de complicações cardiovasculares.1,2

2. Quais são os sintomas de hipertensão e diabetes?

Ambas as condições frequentemente não apresentam sintomas evidentes, mas podem causar danos graves ao corpo ao longo do tempo.3,5

3. Hipertensão causa diabetes? Diabetes causa hipertensão? 

A hipertensão não causa diabetes, assim como o diabetes não causa hipertensão. No entanto, eles frequentemente coexistem devido a fatores de risco comuns, como obesidade e sedentarismo. A pressão alta pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, e o diabetes pode aumentar o risco de hipertensão.1,2

4. Como tratar hipertensão em diabéticos? 

Tratar a hipertensão em diabéticos envolve manter uma alimentação balanceada, com baixa ingestão de sal, prática regular de atividades físicas, monitoramento dos níveis de glicose e pressão arterial, gestão do estresse, e a limitação ou abstinência do consumo de tabaco e álcool. Seguir as orientações médicas e, se necessário, tomar medicamentos prescritos também são medidas essenciais para controlar essas condições.3,5

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Pressão arterial: saiba o que é um nível saudável e quando pode ser hipertensão

A pressão arterial (PA) é um dos principais indicadores de saúde cardiovascular, mostrando a intensidade com que o sangue circula pelas artérias. Manter essa medida sob controle é fundamental para prevenir problemas de saúde graves, como hipertensão, infarto e AVC.1

Em todo o mundo, a pressão arterial elevada continua sendo a principal causa de morte, com cerca de 10,4 milhões de mortes por ano.1 O envelhecimento, obesidade, diabetes e histórico familiar estão entre os principais fatores de risco para a doença.3

Apesar do impacto da hipertensão, muitas pessoas desconhecem o que é considerado um nível normal e saudável da pressão arterial e, principalmente, os sinais que podem indicar a doença. Então, como identificá-los?

Entendendo a pressão arterial

O que é um nível normal e saudável para a pressão arterial?

A pressão arterial é a medida em milímetros de mercúrio (mmHg), composta por duas marcações: pressão sistólica e diastólica.1 Ela é essencial para garantir que o sangue circule por todo o corpo.

Uma pressão arterial considerada saudável, ou normal, é aquela igual ou abaixo de 120-129/80-84 mmHg. Esse é o nível máximo ideal para a maioria dos adultos.3 Valores acima dessas indicações já demandam maior atenção, especialmente quando existem outros fatores de risco, como histórico familiar de doenças cardíacas ou obesidade.1

Existem alguns alertas que podem ajudar no acompanhamento da saúde da pressão arterial, que são:1,3
- alerta verde: pressão arterial menor ou igual a 120-129/80-84 mmHg;3
- alerta amarelo: pressão arterial entre 130-139/85-89 mmHg;3
- alerta vermelho: pressão arterial maior que 140-159/90-99 mmHg.3

É possível verificar os níveis, fazendo aferições (medições) da pressão arterial em consultório médico, farmácias e ambulatórios, sempre com suporte de um profissional de saúde, ou até mesmo em casa, por meio de aparelhos específicos.3

Quando os níveis da pressão alta podem indicar hipertensão?

Somente um médico pode afirmar se a pressão alta pode indicar hipertensão.3 No entanto, há uma suspeita maior quando as marcações ultrapassam 140/90 mmHg, em pelo menos duas medições feitas em consultório, em intervalos de dias ou semanas.1,2,3

Existem 3 níveis de hipertensão:3
- Hipertensão estágio 1: quando a pressão arterial está entre 140-159/90-99 mmHg;3
- Hipertensão estágio 2: quando a pressão arterial está entre 160-179/100-109 mmHg;3
- Hipertensão estágio 3: quando a pressão arterial está maior ou igual a 180/110 mmHg.3

Por que acompanhar os níveis da pressão arterial?

A hipertensão é conhecida como uma doença silenciosa, já que muitas vezes não apresenta sintomas evidentes. Ou seja, pode não deixar nenhum sinal claro. No entanto, em alguns casos, pode causar alguns sinais, como tontura, cefaleia, rigidez na nuca e palpitações.1,3

Independente do estágio da hipertensão, a avaliação médica é fundamental para se obter um diagnóstico completo e preciso, antecipando o tratamento para reduzir os riscos de complicações, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).3,4

Especialmente para pessoas com diabetes, dislipidemia, obesidade e histórico familiar, acompanhar e controlar os níveis da pressão arterial é ainda mais importante para minimizar os riscos de problemas graves.4

Como controlar a hipertensão?

O diagnóstico precoce e tratamento contínuo são fundamentais para controlar a hipertensão. Aferir a pressão regularmente, adotar uma alimentação saudável, controlar o peso e seguir o tratamento adequado são algumas das principais medidas recomendadas.1,3

Além disso, reduzir o consumo de sal, evitar o tabagismo e controlar o estresse também podem ajudar manter a pressão sob controle e evitar complicações.1,3

Conhecer os níveis de pressão arterial e entender os sinais de alerta são passos cruciais para proteger a saúde do coração. Por isso, fique atento ao seu corpo. Caso você identifique qualquer alteração nos seus níveis ou suspeite de hipertensão, procure orientação médica. Com o controle da hipertensão, você vive no comando da sua saúde. 

Fontes:

1. Unger T, Borghi C, Charchar F, et al. 2020 International Society of Hypertension Global Hypertension Practice Guidelines. Hypertension. 2020;75(6):1334-1357. doi:10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.15026 2. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Hypertension in adults: diagnosis and management. UK: NICE. Published: 28 August 2019 - Last updated: 21 November 2023. 3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Disponível em: <http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/pdf/Diretriz-HAS-2020.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2024.  4. Carey, R.M., Whelton, P.K. (2018). Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: Synopsis of the 2017 ACC/AHA Hypertension Guideline. Annals of Internal Medicine, 168(5), 351-358. 

FAQ

1- Qual o nível normal da pressão arterial?

Uma pressão arterial considerada saudável, ou normal, é aquela igual ou abaixo de 120-129/80-84 mmHg. Esse é o nível máximo ideal para a maioria dos adultos.3 Valores acima dessas indicações já demandam maior atenção, especialmente quando existem outros fatores de risco, como histórico familiar de doenças cardíacas ou obesidade.1

2- Quando o nível da pressão alta pode indicar hipertensão?

Somente um médico pode afirmar se a pressão alta pode indicar hipertensão.3 No entanto, há uma suspeita maior quando as marcações ultrapassam 140/90 mmHg, em pelo menos duas medições feitas em consultório, em intervalos de dias ou semanas.1,3

3- Quais os sintomas da hipertensão?

A hipertensão é conhecida como uma doença silenciosa, já que muitas vezes não apresenta sintomas evidentes. Ou seja, pode não deixar nenhum sinal claro. No entanto, em alguns casos, pode causar alguns sinais, como tontura, dor de cabeça, rigidez na nuca e palpitações.1,3

4- Como controlar a hipertensão?

O diagnóstico precoce e controle contínuo são fundamentais para controlar a hipertensão. Aferir a pressão regularmente, adotar uma alimentação saudável, controlar o peso e seguir o tratamento adequado são algumas das principais medidas recomendadas.1,3

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A dor de cabeça pode ser um sinal de hipertensão?

A dor de cabeça é uma das queixas frequentes entre os pacientes que sofrem de hipertensão1,6. Embora a pressão alta nem sempre seja o real motivo desse sintoma, é importante ficar alerta: se persistente ou acompanhada de outros sintomas e condições, a dor de cabeça pode indicar um descontrole ou até mesmo o surgimento da hipertensão.1,2

Vamos entender por que esse sintoma aparece na hipertensão e identificar quando ele pode ser causado por essa condição.

Dor de cabeça e pressão alta: o que você precisa saber

A dor de cabeça é um sintoma comum com diversas causas e mecanismos, independente da condição de saúde. Portanto, é importante saber que nem sempre a dor de cabeça em pacientes hipertensos é causada pela hipertensão, e nem todos os hipertensos apresentam esse sintoma.6

Um dos mecanismos que explicam a dor de cabeça é o aumento rápido da pressão arterial. Isso ocorre quando há uma reatividade cardiovascular maior, ou seja, uma resposta mais intensa do coração e dos vasos sanguíneos a um estímulo4,6.Como resultado, a pressão arterial se eleva rapidamente, incluindo nos vasos do cérebro, podendo desencadear a dor de cabeça2,4. Esse fenômeno pode acontecer tanto em pessoas com hipertensão quanto naquelas sem a condição.4 O esforço físico intenso, por exemplo, provoca aumentos transitórios na pressão, que podem levar a dores de cabeça.4 Da mesma forma, pessoas frequentemente expostas ao estresse, como aquelas com transtornos psicológicos como ansiedade e depressão, tendem a ser mais suscetíveis a essa dor. Além disso, sintomas como visão turva, dor no peito, falta de ar, palpitações e tontura também podem estar relacionados ao aumento temporário da pressão.1,2

É importante destacar que uma elevação na pressão arterial, mesmo com o aparecimento da dor de cabeça, não caracteriza necessariamente a doença hipertensão. Além disso, nem toda elevação da pressão resulta em dor de cabeça.1,4

Quando a hipertensão é a causa da dor de cabeça

A dor de cabeça causada pela hipertensão geralmente surge durante crises hipertensivas, quando a pressão arterial atinge níveis perigosamente altos, iguais ou superiores a 180 por 120 mmHg.2

Isso acontece porque, quando a pressão arterial sobe, os vasos sanguíneos enfrentam maior resistência devido ao aumento do volume de sangue, forçando o coração a trabalhar mais para impulsionar a circulação. Esse esforço extra pode causar dores de cabeça que variam em intensidade e localização.2,3

A crise hipertensiva, com ou sem sintomas, pode indicar instabilidade na pressão arterial. Portanto, dependendo da recorrência e da severidade, as dores de cabeça podem sugerir que a hipertensão não está controlada.3,4

Por que a dor de cabeça é tão comum em pacientes com hipertensão?

A hipertensão é frequentemente chamada de "doença silenciosa" porque, na maioria das vezes, não apresenta sintomas perceptíveis.3 Por isso, muitas pessoas não sabem que estão hipertensas até que ocorra uma complicação séria. O atraso no diagnóstico e, consequentemente, no tratamento, pode contribuir para crises hipertensivas, que podem vir acompanhadas de dores de cabeça.2,5,6 Sendo assim, quando o sintoma aparece, é essencial não deixar de considerá-lo como um sinal.

Outra razão é que diversos fatores podem causar hipertensão, incluindo idade avançada, histórico familiar, obesidade, diabetes, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, além de fatores psicológicos, emocionais, sociais e demográficos2,5,6. Esses fatores podem interagir de várias maneiras e contribuir tanto para o desenvolvimento da hipertensão quanto para a ocorrência de crises hipertensivas, nos quais as dores de cabeça podem aparecer.2 Mesmo raros e pouco evidentes, é crucial interpretar conscientemente esses sinais, para que essa informação ajude no diagnóstico.

Em estágios avançados de hipertensão, o risco de crises hipertensivas e dores de cabeça constantes aumenta consideravelmente. Outros sintomas podem indicar a ocorrência de uma crise hipertensiva2,5,6 como:

  • sintomas cardiovasculares: dor ou desconforto no tórax e fadiga;2
  • sintomas neurológicos: visão, audição ou fala alterada;2
  • sintomas renais: alteração no volume e na frequência urinária.2

Quando procurar ajuda?

A hipertensão pode evoluir sem apresentar sintomas claros por anos, por isso a aferição (medição) e o acompanhamento regular da pressão arterial são essenciais para o diagnóstico preciso.1 Se os níveis ultrapassarem 130-139/85-89 mmHg em mais de duas medições, esse pode ser um indício de pré-hipertensão.2

Se, além disso, você estiver enfrentando dores de cabeça constantes e suspeitar que possam estar relacionadas à hipertensão, é fundamental consultar um profissional de saúde para uma avaliação adequada. Nesse cenário, a dor de cabeça pode ser um sinal de que a pressão arterial está elevada, especialmente se acompanhada de outros sintomas2,3.

Entender sobre suas condições de saúde e estar alerta sobre suas particularidades é essencial. Seja o protagonista da sua vida: busque informação, consulte seu médico e tenha o controle da sua saúde.1

Fontes:

1. McEvoy JW, McCarthy CP, Bruno RM, et al. 2024 ESC Guidelines for the management of elevated blood pressure and hypertension. Eur Heart J. 2024;45(38):3912-4018. doi:10.1093/eurheartj/ehae178 2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Disponível em: <http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/pdf/Diretriz-HAS-2020.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2024. 3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Manual de Orientação Clínica de Hipertensão Arterial. Disponível em: <https://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/gestor/destaques/linhas-de-cuidado-sessp/hipertensao-arterial-sistemica/manual-de-orientacao-clinica-de-hipertensao-arterial/lc_hipertensao_manual_2011.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2024. 4. Ana Raquel de Oliveira et al. (2020). "A Relação Entre Hipertensão Arterial, Ansiedade e Estresse: Uma Revisão Integrativa da Literatura." Psicologia, Saúde & Doenças, 21(3). Disponível em: <https://orcid.org/0000-0002-9989-0255>. Acesso em: 19 dez. 2024. 5. Unger T, Borghi C, Charchar F, et al. 2020 International Society of Hypertension Global Hypertension Practice Guidelines. Hypertension. 2020;75(6):1334-1357. doi:10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.15026 6. Rev Saúde Pública 2003;37(5):635-42 www.fsp.usp.br/rsp Portador de hipertensão arterial: atitudes, crenças, percepções, pensamentos e práticas. Denise S Péresa et al., 2003. Disponível em: <www.fsp.usp.br/rsp>. Acesso em: 19 dez. 2024.

FAQ

Qual a relação entre dor de cabeça e hipertensão?

A dor de cabeça é um sintoma clássico associado à hipertensão. Quando a pressão arterial está elevada, os vasos sanguíneos enfrentam maior resistência, forçando o coração a bombear o sangue com mais intensidade.2 Esse esforço extra pode causar dores de cabeça que variam em intensidade e localização, sendo a nuca um dos pontos mais frequentes de dor.3

Quais os sintomas da pressão alta?

Mesmo frequentemente assintomática,1,2,5 a pressão alta pode se manifestar por sintomas que vão além das dores de cabeça, tontura ou mal-estar, e que são facilmente confundidos com preocupação, estresse ou cansaço

Quem pode desenvolver hipertensão?

Estima-se que cerca de 30% da população adulta vive com hipertensão (pressão arterial acima de 140/90mmHg).2 Entre os principais fatores de risco para a doença, estão a idade avançada, histórico familiar de hipertensão, obesidade, diabetes, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, como o consumo excessivo de sal.2

Como saber se a dor de cabeça é hipertensão?

Como a hipertensão pode evoluir silenciosamente, sem apresentar sintomas claros por anos,1,2,5 o acompanhamento médico regular e a aferição (medição) da pressão são os segredos para o diagnóstico da doença. As consultas regulares aumentam as chances de diagnóstico precoce e início de um tratamento, reduzindo os riscos de complicações graves, como infarto e AVC.2

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Hipertensão arterial: primeiros passos após o diagnóstico

A hipertensão é um problema grave de saúde no Brasil e no mundo, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cerebrovasculares, cardiovasculares e renais, além de ser responsável por pelo menos 40% das mortes por AVC.1 Para ser considerada hipertensão, a pressão precisa estar igual ou acima de 140/90 mmHg em mais de uma medição. Lembre-se: uma elevação pontual na pressão não caracteriza hipertensão. Além disso, é necessário que um médico avalie e confirme essa condição.1

Em caso positivo, receber o diagnóstico da doença pode ser um momento desafiador e cheio de incertezas. Mas antes de tudo, é importante lembrar que existem maneiras eficazes de controlar a pressão para manter a saúde em dia e evitar complicações.2 Por isso, vamos ajudar você a entender o que fazer após a confirmação do diagnóstico de hipertensão.

O que fazer após receber o diagnóstico de hipertensão?

Inicie e siga o tratamento da hipertensão

Embora a hipertensão frequentemente não apresente sinais ou sintomas evidentes,2 isto é, seja uma doença assintomática na maior parte do seu curso,1,5 não significa que ela não esteja se agravando. Por isso, o tratamento é fundamental para evitar complicações futuras. A escolha da abordagem mais adequada é feita junto ao médico, após a avaliação do perfil de saúde do paciente, estágio da hipertensão2 e fatores de risco.4,5

Na maioria dos casos, o tratamento da pressão alta é feito com a junção de hábitos mais saudáveis e uso de medicamentos.2 No início, é normal sentir receio com a possibilidade de tomar remédios contínuos. No entanto, eles são uma ferramenta importante para manter os níveis da pressão controlados e preservar a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.2

O não controle, especialmente em pacientes com outras doenças, como diabetes, dislipidemia e obesidade, pode levar ao aumento do risco cardiovascular.1,2 Por isso, confie nas orientações do seu médico e siga o tratamento corretamente.

Monitore os níveis da pressão arterial regularmente

Manter um registro regular dos níveis da pressão arterial é fundamental para acompanhar a saúde do seu coração, mesmo quando os resultados iniciais estão normais.1 Como esses níveis podem variar por diversos fatores, o monitoramento é fundamental para garantir um diagnóstico preciso da doença.2

O monitoramento da pressão arterial fora do consultório médico, como em casa ou no trabalho, é uma prática comum. Por meio do automonitoramento, é possível obter informações complementares essenciais sobre a saúde do paciente.2,3 Se optar por fazer sozinho sem a supervisão de um profissional de saúde, anote os valores da pressão arterial para cada medição, e compartilhe com o seu médico.2

O monitoramento frequente não só auxilia no acompanhamento da pressão arterial, mas também fornece informações importantes para o médico nos momentos de manutenção do tratamento.2,4

Mantenha as consultas médicas em dia

O acompanhamento médico é parte essencial no tratamento da hipertensão. A cada consulta, ele irá orientar você sobre o que fazer, quais exames serão necessários e quais ajustes podem ser feitos na sua rotina. 

O seu médico é o único profissional apto para avaliar o progresso do seu tratamento e do controle da sua hipertensão.4 Por isso, não deixe de ir às consultas e aproveite o momento para tirar todas as suas dúvidas.

Adote hábitos mais saudáveis

Um dos passos mais importantes para controlar a hipertensão é ajustar o seu estilo de vida. Mudanças na alimentação, controle de peso, prática de atividades físicas2 e gerenciamento do estresse5 não só podem reduzir a pressão alta, como melhorar a qualidade de vida. Por isso:

  1. cuide de sua alimentação: o excesso de sal é um dos principais responsáveis pela hipertensão. Reduza o consumo de alimentos processados e industrializados, optando por refeições mais naturais, como frutas, legumes e grãos integrais;2
  2. mexa-se mais: busque praticar exercícios físicos diariamente, como caminhadas leves ou andar de bicicleta. Além de melhorarem a saúde do coração, as atividades físicas ajudam a aliviar o estresse. Mas antes de iniciar, converse com o seu médico para encontrar o exercício mais indicado para você;2
  3. evite o cigarro e o álcool em excesso: o tabagismo e o consumo exagerado de álcool são prejudiciais para a pressão arterial, pois sobrecarregam o sistema cardiovascular. Reduzir ou parar com esses hábitos é essencial para o controle;2
  4. cuide de sua saúde mental: o estresse emocional pode elevar a pressão arterial e, quando constante, pode agravar a hipertensão. Algumas práticas simples, como ler um livro ou reservar um tempo para atividades prazerosas, são excelentes alternativas para proteger sua saúde.5

A hipertensão, apesar de ser uma doença séria e que demanda atenção, não precisa atrapalhar os seus planos e interromper os seus sonhos. Com informação, tratamento adequado e algumas mudanças no estilo de vida, você pode controlar a pressão3 e viver uma vida com mais qualidade.

Por isso, mantenha suas consultas médicas em dia e siga o tratamento corretamente, seja ele medicamentoso ou não.4 Cada pequeno passo é fundamental para que você possa viver tudo que puder.

Fontes:

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica: Hipertensão Arterial Sistêmica - nº 15. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. 2. WILLIAMS, B.; MANCIA, G.; SPIERING, W.; et al. 2018 ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension: The Task Force for the management of arterial hypertension of the European Society of Cardiology and the European Society of Hypertension. European Heart Journal, v. 39, n. 33, p. 3021-3104, 2018. 3. CHOBANIAN, A. V.; BAKRIS, G. L.; BLACK, H. R.; et al. Seventh report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure. Hypertension, v. 42, n. 6, p. 1206-1252, 2003. 4. WHEATON, P. K.; CAREY, R. M.; ARONOW, W. S.; et al. 2017 ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNA Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. Journal of the American College of Cardiology, v. 71, n. 19, p. e127-e248, 2018. 5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Manual de Orientação Clínica de Hipertensão Arterial. Disponível em: <https://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/gestor/destaques/linhas-de-cuidado-sessp/hipertensao-arterial-sistemica/manual-de-orientacao-clinica-de-hipertensao-arterial/lc_hipertensao_manual_2011.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2024.

FAQ

Tenho hipertensão. O que fazer?

Receber o diagnóstico de hipertensão pode ser um momento desafiador e cheio de incertezas. Mas antes de tudo, é importante lembrar que existem maneiras eficazes de controlar a doença para manter a saúde em dia e evitar complicações.1,4

A hipertensão é uma doença grave?

A hipertensão é um problema grave de saúde no Brasil e no mundo, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cerebrovasculares, cardiovasculares e renais, além de ser responsável por pelo menos 40% das mortes por AVC.1 Para ser considerada hipertensão, a pressão alta precisa estar igual ou acima de 140/90 mmHg.1,2,3

Como controlar a hipertensão?

O primeiro passo é buscar ajuda médica2,3 e iniciar o tratamento. Mudanças na alimentação, controle de peso, prática de atividades físicas3,4 e gerenciamento do estresse5 também são alternativas indicadas para controlar a hipertensão.

Por que é importante acompanhar a pressão alta?

Manter um registro regular dos níveis da pressão é fundamental para acompanhar a saúde do seu coração. Como esses níveis podem variar por diversos fatores, o monitoramento é fundamental para garantir um diagnóstico preciso da doença.2

Referências

  1. Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Armstrong AC, Mulinari RA, Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. 2025;00(00):00
  2. BRASIL. Linha de Cuidado do Adulto com Hipertensão Arterial Sistêmica do Ministério da Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/linha_cuidado_adulto_hipertens%C3%A3o_arterial.pdf. Acesso em: 04 mai. 2023.
  3. World Health Organization, Guideline for the pharmacological treatment of hypertension in adults. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/344424/9789240033986-eng.pdf. Acesso em: 04 mai. 2023.
  4. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516-658.